A ocorrência de eventos adversos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) configura-se como um dos principais desafios contemporâneos da segurança do paciente, dada a complexidade dos cuidados, a elevada densidade tecnológica e a criticidade clínica dos indivíduos assistidos. Nesse contexto, a incorporação de softwares de gestão de riscos tem se destacado como estratégia inovadora para monitoramento, análise e prevenção de incidentes, especialmente no âmbito da enfermagem, que desempenha papel central na vigilância contínua do paciente. O presente estudo tem como objetivo analisar, por meio de revisão narrativa da literatura, os impactos da utilização desses sistemas na redução de eventos adversos em UTIs. A busca foi realizada nas bases BVS, SciELO e Google Acadêmico, contemplando publicações entre 2021 e 2026. Os achados evidenciam que os softwares contribuem para a melhoria da rastreabilidade, fortalecimento da cultura de segurança, suporte à tomada de decisão e redução de falhas assistenciais. Contudo, persistem desafios relacionados à resistência profissional, lacunas de capacitação e limitações estruturais. Conclui-se que a adoção dessas tecnologias representa avanço significativo na qualificação do cuidado intensivo, desde que integrada a estratégias institucionais e modelos teóricos consolidados de segurança do paciente.