Este estudo caracterizou o videomonitoramento urbano de Cocal do Sul (SC) e discutiu seu potencial de integração com tecnologias digitais para apoio à gestão pública e à qualidade de vida. Utilizou-se abordagem mista, combinando estudo de caso com revisão de literatura. O levantamento registrou 19 câmeras em operação, sendo 10 Speed Dome e 9 LPR; as câmeras operaram via internet, com energia convencional e baterias, e apenas as LPR realizaram registro fotográfico. As LPR foram descritas como capazes de capturar e reconhecer placas em tempo real, com possibilidade de envio a sistemas externos e presença de IA integrada; o reconhecimento facial não estava disponível, permanecendo condicionado a decisões institucionais. A partir desses achados, sistematizaram-se integrações plausíveis (nós IoT, banco estruturado de eventos, triagem por IA, edge computing, integração intersetorial e políticas de privacidade) e benefícios potenciais para segurança percebida, trânsito, mobilidade, eficiência operacional, planejamento urbano e transparência, sem inferir causalidade. Concluiu-se que a efetividade depende de padronização de dados, interoperabilidade e governança, recomendando-se avaliações periódicas e estudos futuros com indicadores e desenhos comparativos.