Este artigo analisa criticamente as políticas públicas e as diretrizes curriculares da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na rede estadual da Bahia, no período de (2009 a 2025), com o objetivo de identificar entraves e possibilidades para a construção de um currículo diverso, plural, inclusivo e tecnologicamente orientado. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza documental, orientada por uma abordagem crítico-interpretativa. Foram analisados documentos normativos da Secretaria da Educação do Estado da Bahia e do Conselho Estadual de Educação, como a Política de EJA da Bahia. Os resultados indicam avanços no reconhecimento da EJA como política de direito e na institucionalização de propostas curriculares contextualizadas. Entretanto, evidenciam-se entraves recentes, intensificados a partir de (2023), associados à retirada da Inclusão Digital como componente curricular obrigatório e à tendência de padronização curricular. Conclui-se que, apesar do potencial emancipatório das políticas analisadas, persistem limites estruturais e normativos que comprometem a efetivação da justiça curricular.