O ensino de ciências/biologia em pequenas cidades do Rio Grande do Norte, vem sendo concentrada, em muitas situações, em exposições teóricas, memorização e reprodução de conteúdo, dificultando a sua compreensão e limitando o aprendizado do discente. Assim objetivou-se discorrer sobre os relatos de experiências de extensão em escolas públicas de pequenas cidades potiguares. O presente estudo caracterizou-se como relato de experiências de extensão junto a discentes de escolas públicas de Vila Flor, Várzea e Canguaretama. Participaram, aproximadamente, 150 alunos do ensino fundamental e médio, em atividades realizadas entre março e maio de 2025. Em cada escola, a atividade foi iniciada por uma exposição dialogada sobre microscopia, tipos e estruturas celulares, infecções sexualmente transmissíveis e gravidez na adolescência. Na sequência, os discentes presentes eram convidados para visualizem lâminas biológicas com um microscópio biológico binocular. Diante das limitações estruturais e da escassez de laboratórios, a atividade extensionista representou uma oportunidade de vivência prática, estímulo à curiosidade científica e integração entre universidade e comunidade. A experiência reforça a importância da extensão universitária como ferramenta de democratização do conhecimento e de fortalecimento do ensino de Ciências em escolas públicas de regiões interioranas.