A implantação cada vez mais ampla da Inteligência Artificial (IA) na educação superior tem se mostrado um fator gerador de transformações significativas no ambiente acadêmico, por conta da maior facilidade na acessibilidade de informações, otimização de pesquisas e produção de conteúdo. A relevância do objeto investigado, devido à adoção da IA no meio acadêmico, parece se manifestar, em grande parte, nas produções de trabalhos universitários, normativas e científicas passíveis de análise textual. Todavia, sua utilização, muitas vezes, descontrolada, também pode revelar questões éticas, pedagógicas e epistemológicas envolvendo autoria intelectual, integridade acadêmica e pensamento crítico. O estudo que ora se apresenta, pretende discutir criticamente a utilização intensificada da Inteligência Artificial na esfera educacional universitária contemporânea. Trata-se de uma pesquisa exploratória e crítica, a partir de metodologia bibliográfica e de caráter qualitativo. A investigação se baseia no estudo da literatura de textos, documentos e autores que abordam o tema deste estudo. As evidências apontam que, mesmo sendo benéfica à academia de forma geral, a utilização indistinta da IA pode promover a superficialização na aprendizagem e automatização da produção acadêmica.