A obesidade na adolescência constitui um desafio crítico para a saúde coletiva global, exigindo estratégias de promoção da saúde que transcendam abordagens isoladas. Este estudo consiste em um levantamento bibliográfico de natureza qualitativa e descritiva, cujo objetivo foi analisar o impacto de intervenções multidisciplinares presenciais e híbridas em adolescentes com excesso de peso. A fundamentação teórica baseia-se na integração de quatro pilares essenciais: exercício físico estruturado, reeducação nutricional, suporte psicossocial e monitoramento clínico. Os resultados indicam que, enquanto o modelo presencial assegura o rigor técnico e a segurança na supervisão motora, o modelo híbrido emerge como uma alternativa disruptiva para ampliar a adesão e superar barreiras logísticas de deslocamento e rotina. Conclui-se que a convergência entre o suporte presencial e as ferramentas digitais favorece a sustentabilidade do cuidado, promovendo melhorias significativas na composição corporal, no perfil metabólico e na percepção da imagem corporal dessa população.