Introdução: A insuficiência renal aguda e a doença renal crônica são definidas como patologias que causam alterações negativas e na maioria das vezes irreversíveis na função nativa dos rins. Em ambas as situações, torna-se necessária a introdução da terapia renal substitutiva que resulta em elevada prevalência de sarcopenia e imobilidade prolongada contribuindo para o declínio funcional. Nesse contexto, a mobilização precoce pode minimizar os efeitos do imobilismo, estando associada à preservação da força muscular, melhora da funcionalidade e redução do tempo de internação. Objetivo: Analisar, por meio da literatura científica, os impactos da doença renal e da hemodiálise na funcionalidade dos indivíduos acometidos pela enfermidade, bem como a atuação da fisioterapia e da intervenção na mobilização precoce nesse contexto. Métodos: Este estudo consiste em uma revisão bibliográfica caracterizando-se como uma revisão integrativa da literatura. A busca foi desenvolvida nas bases de dados PubMed, SciELO, LILACS e Google Scholar, considerando estudos publicados no período de 2014 a 2025. Resultados: Os resultados evidenciaram importante comprometimento funcional em indivíduos com doença renal internados em unidades de terapia intensiva. Evidenciou-se que a mobilização precoce, quando realizada de forma segura e individualizada, favorece a preservação da força muscular, melhora da capacidade funcional e redução do tempo de internação hospitalar Conclusão: A atuação fisioterapêutica mostra-se como uma estratégia segura e eficaz no combate à imobilidade nesse âmbito, preservando a força muscular e favorecendo a recuperação funcional.