A mobilização precoce de pacientes críticos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) enfrenta diversas barreiras relacionadas às condições clínicas, à disponibilidade de recursos humanos e técnicos, às atitudes, crenças e práticas da equipe multiprofissional, além da falta de clareza quanto às responsabilidades assistenciais. Entre os fatores associados ao paciente, o uso de drogas vasoativas (DVAs) destaca-se como uma das barreiras mais frequentes para a realização da mobilização precoce. Assim, o objetivo deste estudo foi identificar na literatura, as doses seguras de drogas vasoativas para a realização da mobilização precoce em pacientes críticos adultos internados em UTI, por meio de uma revisão integrativa de literatura realizada nas bases de dados BVS, Lilacs e PubMed, incluindo estudos de coorte e clínicos publicados entre 2016 e 2026, nos idiomas inglês e português. Foram selecionados dois estudos relevantes, que demonstraram que a mobilização precoce em pacientes com uso de doses moderadas ou baixas de vasopressores parecem ser seguras em decorrência da baixa incidência de eventos adversos significativos. Contudo, ainda há escassez de evidências para definir doses específicas ideais e não está claramente estabelecida a relação entre a dosagem administrada e o tipo de atividade realizada.