A identificação humana desempenha papel essencial tanto no contexto social, ao oferecer respostas e esclarecimentos a familiares e amigos, quanto no âmbito jurídico, auxiliando investigações e processos periciais. Nesse cenário, a odontologia legal destaca-se como uma importante ferramenta de identificação, devido à singularidade das estruturas bucais e à durabilidade dos registros odontológicos. O presente estudo teve como objetivo realizar uma revisão de literatura acerca dos principais métodos de identificação humana aplicados à odontologia forense. Para isso, foram selecionados artigos científicos indexados nas bases de dados PubMed, Medline, Web of Science e Google Scholar, abordando técnicas como rugoscopia palatina, queiloscopia, anlíse de DNA e de marcas de mordida. Os métodos analisados apresentam vantagens, limitações e diferentes aplicações no contexto pericial, porém demonstram elevada relevância e viabilidade na prática forense, especialmente pelo baixo custo e pela confiabilidade dos resultados. Além disso, ressalta-se a importância da atuação do cirurgião-dentista na correta elaboração, atualização e conservação dos prontuários odontológicos, incluindo radiografias, fotografias e modelos de estudo, fundamentais para a comparação de dados ante mortem e post mortem na identificação de indivíduos.