Os profissionais de Segurança Pública estão frequentemente expostos a situações de risco, violência, pressão psicológica e elevada demanda emocional, fatores que contribuem significativamente para o desenvolvimento de estresse ocupacional e adoecimento mental. O presente estudo teve como objetivo analisar a associação entre escolaridade e níveis de estresse percebido em profissionais de segurança pública do Espirito Santo. Trata-se de um estudo transversal, na qual participaram 185 Profissionais de segurança Pública do Espírito Santo. O estresse percebido foi avaliado por meio da Escala de Estresse Percebido (PSS-14), classificados em níveis baixo, moderado e alto estresse. Observou-se a predominância de estresse moderado e elevado entre os participantes, especialmente indivíduos com pós-graduação e especialização. O grupo com especialização apresentou maior frequência de alto estresse percebido (42,4%). Os resultados sugerem que maiores níveis de escolaridade não necessariamente atuam como fator protetor para o sofrimento psíquico em profissionais de segurança pública, podendo refletir aumento das responsabilidades ocupacionais, sobrecarga laboral e pressão institucional. Conclui-se que políticas de promoção da saúde mental e prevenção do adoecimento psicológico são fundamentais para essa população profissional.