As lesões por pressão (LP) representam um dos eventos adversos mais prevalentes e desafiadores nas unidades de terapia intensiva, associando-se ao aumento da morbimortalidade, prolongamento da hospitalização e elevação dos custos assistenciais. Em pacientes críticos, a vulnerabilidade tecidual é intensificada por fatores como instabilidade hemodinâmica, uso de dispositivos médicos, sedação prolongada, alterações perfusionais e limitação da mobilidade. Este estudo tem como objetivo analisar as principais estratégias de prevenção de lesão por pressão em pacientes críticos, à luz das evidências científicas recentes e das recomendações internacionais para a prática assistencial. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, baseada em artigos científicos, diretrizes clínicas e documentos técnicos publicados entre 2018 e 2025. Os achados demonstram que a prevenção efetiva das LP exige abordagem multifatorial, incluindo avaliação sistemática do risco, manejo adequado da pele, reposicionamento individualizado, uso de superfícies de suporte, otimização nutricional e educação permanente das equipes. Além disso, tecnologias assistenciais e protocolos baseados em evidências têm contribuído para redução da incidência dessas lesões. Conclui-se que a implementação de estratégias preventivas integradas constitui elemento essencial para a segurança do paciente crítico e para qualificação do cuidado intensivo.