A síndrome de Burnout e os impactos na saúde mental dos profissionais da linha de frente tornaram-se temas centrais nas discussões contemporâneas sobre saúde ocupacional, especialmente após a pandemia da COVID-19. A exposição contínua ao estresse ocupacional, à sobrecarga de trabalho, ao sofrimento humano e às condições adversas de assistência intensificou os riscos de exaustão emocional, ansiedade, depressão e adoecimento psíquico entre trabalhadores da saúde. O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas acerca do Burnout e da saúde mental em profissionais da linha de frente, enfatizando estratégias de resiliência institucional voltadas à promoção do bem-estar ocupacional. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, realizada nas bases Scientific Electronic Library Online (SciELO), PubMed/MEDLINE, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Scholar, considerando publicações entre os anos de 2020 e 2025. Os resultados evidenciaram elevada prevalência de sofrimento psíquico entre profissionais da saúde, especialmente enfermeiros, médicos e trabalhadores da terapia intensiva. Estratégias institucionais como apoio psicológico, dimensionamento adequado de pessoal, fortalecimento da comunicação organizacional, educação permanente e promoção de ambientes de trabalho saudáveis mostraram-se relevantes para fortalecimento da resiliência profissional. Conclui-se que a implementação de políticas institucionais voltadas à saúde mental dos trabalhadores é fundamental para promoção da qualidade assistencial, segurança do paciente e sustentabilidade dos sistemas de saúde.