A intersetorialidade constitui um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS), especialmente no contexto das políticas de Saúde da Família em países de língua portuguesa. Este estudo tem como objetivo analisar como a articulação entre diferentes setores — saúde, educação, assistência social e saneamento — contribui para a efetividade das ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, baseada em produções científicas nacionais e internacionais publicadas nos últimos anos. Os resultados evidenciam que a integração intersetorial amplia a resolutividade da APS, reduz desigualdades sociais e melhora indicadores de saúde, embora enfrente desafios estruturais, como fragmentação das políticas públicas e limitações na gestão. Conclui-se que o fortalecimento da intersetorialidade é essencial para consolidar sistemas de saúde mais equitativos, especialmente nos países lusófonos, que compartilham características socioeconômicas semelhantes.