A hospitalização em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP) é frequentemente percebida como uma experiência geradora de medo, insegurança e desorganização familiar, intensificados pelas características tecnológicas desse ambiente. Nesse contexto, o processo comunicativo na enfermagem constitui um importante instrumento de interação entre profissionais, pacientes e familiares, favorecendo o vínculo de confiança e o bem-estar da criança hospitalizada. O estudo teve como objetivo verificar a importância da comunicação efetiva entre a equipe de enfermagem e os acompanhantes no contexto intensivo pediátrico. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada a partir da análise de artigos publicados nas bases de dados PubMed e BVS, entre 2010 e 2026, nos idiomas português e inglês. Os achados evidenciaram que a internação em UTIP desperta sentimentos de impotência, medo e vulnerabilidade nos familiares, agravados pelo desconhecimento acerca do ambiente intensivo. Observou-se que o cuidado de enfermagem deve contemplar também os acompanhantes, promovendo acolhimento e suporte emocional. Além disso, a comunicação efetiva mostrou-se essencial para fortalecer a confiança dos familiares, favorecer a humanização da assistência e contribuir para a recuperação da criança hospitalizada.