Em quais condições uma dada prática do argumento é boa? Apontamos algumas dificuldades advinda da aceitação da norma aceitabilidade da audiência, nos baseando em uma visão epistêmica do argumento. Ao apresentarmos algumas características gerais do programa denominado de concepção social, adentrando em uma parte específica desse programa denominado de concepção pluralista de bom argumento e cujo foco central é a supramencionada norma das premissas aceitáveis, buscamos contribuir evidenciando conceitualmente alguns problemas subjacentes a essa norma: 1) que a mera aceitabilidade implica falta de mérito racional/epistêmico, o que implica em falta de avaliação epistêmica dos agentes envolvidos; 2) buscamos tornar mais credível o argumento de que implica em uma ambiguidade do uso do termo aceitabilidade racional por esclarecer várias distinções; 3) que sua reformulação para uma concepção de razoabilidade objetiva levanta o problema da variação dos tipos de evidencia, uma vez que pessoas diferentes acreditam justificadamente em proposições diferentes em um dado momento, isso implica em que estão em distintas situações epistêmicas e que argumentos sejam reconhecidos como argumentos ruins dependendo de como as premissas são reconhecidas e, finalmente, 4) o apontamos algumas implicações para essa norma através da ideia de que argumentos não possuem audiências predefinidas.