Em 2023, após a vacinação em massa contra a covid-19 realizada pelo SUS, jornais registraram uma série de violências em escolas brasileiras. Em Campina Grande (PB), alguns indivíduos produziram uma lista com escolas que seriam alvos de práticas violentas, o que exigiu das instituições de ensino o reajuste de suas atividades pedagógicas para proteger a integridade física e mental dos alunos. Diante desse contexto, o objetivo deste artigo é apresentar a percepção e a resolução de alunos do segundo ano do ensino médio sobre o bullying na escola, privilegiando o olhar do estudante em situações de violência simbólica ou física. A metodologia é qualitativa, de cunho etnográfico, utilizando observação participante, conversas informais e interações em sala de aula com seis turmas de um bairro periférico de Campina Grande. A presente pesquisa revela um olhar perspicaz dos alunos, capaz de transformar suas interações entre si e com a sociedade. Nesse sentido, faz-se necessária uma escuta ativa dos profissionais da educação para identificar situações prejudiciais ao desenvolvimento dos jovens, possibilitando que eles sejam ouvidos e que se compreenda, assim, o fenômeno do bullying no contexto escolar.