A crescente digitalização das relações sociais, dos serviços públicos e dos mecanismos de participação cidadã transformou o acesso às tecnologias digitais em dimensão central da cidadania contemporânea. Nesse contexto, a população idosa enfrenta barreiras relacionadas ao letramento digital, à acessibilidade tecnológica e ao acesso aos ambientes virtuais, ampliando processos de exclusão digital e idadismo. O presente artigo analisa a inclusão digital da pessoa idosa como dimensão dos direitos humanos e da cidadania, investigando os impactos das desigualdades tecnológicas sobre o acesso à informação, aos serviços públicos e à participação social. A pesquisa possui abordagem qualitativa, a partir de análise bibliográfica e documental, fundamentando-se em referenciais teóricos relacionados ao envelhecimento, à justiça social, aos direitos humanos e à sociedade digital, articulados aos marcos normativos nacionais e internacionais de proteção dos direitos da pessoa idosa. O estudo também discute os impactos da ampliação dos serviços públicos digitais e das plataformas virtuais dos serviços públicos sobre a autonomia, a participação social e o exercício da cidadania pelas pessoas idosas. Conclui-se que políticas públicas voltadas à inclusão digital, à acessibilidade e ao letramento tecnológico constituem instrumentos relevantes para o enfrentamento do idadismo e para a efetivação da cidadania da população idosa.