Este capítulo narra a jornada tripla de uma professora rural que lecionava em condições de extrema precariedade — percorrendo estradas de terra de moto, planejando aulas à luz de lamparina e cumprindo, simultaneamente, obrigações profissionais, domésticas e maternais. A partir de narrativa autobiográfica, aborda o trabalho invisível do professor, o preço físico e emocional da sobrecarga docente e a resiliência como prática cotidiana — não como heroísmo, mas como única alternativa para quem não pode parar. Destinado especialmente às professoras que vivem essa realidade hoje, o capítulo convida à reflexão sobre valorização docente, saúde do trabalhador da educação e o impacto silencioso e duradouro do trabalho em sala de aula. Integra a obra Da Lamparina ao Gabinete: liderança, fé e superação — da roça à gestão pública (Santos, 2026), desenvolvida a partir de mais de vinte anos de prática docente no município de Alvorada de Minas, Minas Gerais.