O presente capítulo analisa o cumprimento dos direitos trabalhistas nas cozinhas profissionais de Caxias do Sul e sua relação com a permanência e a rotatividade no setor gastronômico. O estudo questiona quais direitos apresentam maior incidência de fragilização nesses ambientes e como as condições relatadas influenciam a permanência profissional. Adota-se abordagem mista, descritivo-exploratória, com análise documental da Constituição Federal e da Consolidação das Leis do Trabalho e levantamento por formulário eletrônico anônimo, respondido por 77 pessoas que atuam ou atuaram em cozinhas profissionais. O formulário permaneceu ativo de dezembro de 2025 a março de 2026 e foi divulgado em grupos de freelancers de cozinha, grupos acadêmicos, Instagram, Facebook e WhatsApp. Os resultados indicam recorrência de relatos de assédio moral, problemas de saúde associados ao trabalho, ausência de pagamento de horas extras, dificuldade de realização de intervalos, inexistência de folga semanal e vínculos sem registro formal. Conclui-se que a rotatividade se relaciona às condições concretas de trabalho, especialmente jornada, descanso, remuneração, respeito e ambiente saudável.