A busca por soluções sustentáveis na engenharia geotécnica tem impulsionado o aproveitamento de resíduos como materiais alternativos na estabilização de solos, reduzindo impactos ambientais e o consumo de ligantes convencionais (cal e cimento). O presente trabalho tem como objetivo avaliar o potencial da cinza de madeira de algaroba, resíduo abundante no Agreste pernambucano, como aditivo sustentável para melhorar o desempenho mecânico de um solo coletado em Agrestina, Pernambuco, Brasil. A metodologia compreendeu a análise de misturas solo–cinza nos teores de 4%, 6%, 8% e 10% (em massa seca), moldadas na energia normal para tempos de cura de 0, 7, 14 e 28 dias. Foram realizados ensaios de caracterização física e mineralógica, além de resistência à compressão simples e à tração por compressão diametral. Os resultados demonstram que a adição da cinza aumentou o desempenho mecânico do solo e, portanto, é uma alternativa viável para a substituição de ligantes tradicionais. Conclui-se que o uso deste resíduo, além de mitigar o passivo ambiental de milhares de toneladas descartadas mensalmente na região, reforça os preceitos da educação ambiental ao transformar um problema local em uma solução de baixo custo e alta eficiência para a engenharia civil regional.