A incorporação da Inteligência Artificial (IA) na gestão de pessoas tem ampliado a eficiência e a padronização em processos de recrutamento e seleção, inclusive em pequenas empresas. Contudo, sua aplicação suscita questionamentos quanto à promoção da diversidade e inclusão ou à reprodução de desigualdades historicamente consolidadas. Este estudo investiga em que condições a IA pode atuar como aliada de práticas mais justas, considerando percepções de diferentes grupos sociais. Adotou-se abordagem exploratória e descritiva, com aplicação de questionário a 148 participantes, cujos dados foram analisados por estatística descritiva e análise de conteúdo temática. Os resultados revelam percepções ambivalentes: a IA é reconhecida como ferramenta potencial para aumentar a objetividade e reduzir arbitrariedades, porém apresenta riscos associados a vieses algorítmicos e baixa transparência. Conclui-se que seu impacto é condicional, dependendo de critérios explícitos, governança algorítmica e supervisão humana contínua. Assim, a IA não é intrinsecamente inclusiva, exigindo integração ética e gerencial para efetiva promoção da diversidade.