O presente estudo analisa a crescente controvérsia jurídico-administrativa envolvendo a delimitação das atribuições profissionais entre engenheiros e técnicos industriais no âmbito dos Sistemas CONFEA/CREA e CFT/CRT, motivada pela intensificação de conflitos interpretativos decorrentes da coexistência normativa entre a Resolução CONFEA nº 218/1973, o Decreto nº 90.922/1985 e a Resolução CFT nº 101/2020. Tal cenário decorre da ampliação do debate institucional sobre os limites do poder regulamentar dos conselhos profissionais e da necessidade de compatibilização entre formação acadêmica e exercício profissional em áreas de elevada responsabilidade técnica, o que tem gerado insegurança jurídico-administrativa e controvérsias sobre a extensão das competências atribuídas aos técnicos industriais. O objetivo do trabalho consiste em avaliar a compatibilidade entre formação acadêmica e extensão de atribuições profissionais, sob uma perspectiva jurídica, curricular e regulatória. A metodologia adotada é descritiva, exploratória e explicativa, fundamentada em análise normativa, doutrinária e comparativa entre legislações profissionais e diretrizes educacionais. Os resultados evidenciam uma assimetria formativa estrutural entre engenharia e técnico industrial, com impactos diretos na delimitação de competências, na coerência regulatória do sistema profissional e na segurança técnica das atividades sob fiscalização estatal.