A cetoacidose diabética (CAD) constitui uma complicação metabólica grave e potencialmente fatal, convencionalmente tratada por meio de infusão contínua de insulina endovenosa em ambiente de terapia intensiva. Contudo, o advento de análogos de insulina de ação rápida e a crescente pressão sobre a disponibilidade de leitos críticos têm impulsionado a investigação de vias alternativas de cuidado. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia, segurança e impactos operacionais do uso de insulina subcutânea (SC) no manejo da CAD de gravidade leve a moderada. Realizou-se uma revisão sistemática da literatura baseada nas diretrizes PRISMA, englobando ensaios clínicos controlados e estudos observacionais de coorte. Os resultados demonstram que o protocolo de tratamento subcutâneo é equivalente à abordagem intravenosa tradicional no que tange ao tempo para a resolução da acidose e à taxa de eventos adversos, como episódios de hipoglicemia e hipocalemia. Ademais, observou-se uma redução estatisticamente significativa no tempo de permanência no departamento de emergência e nos custos hospitalares gerais, viabilizando o tratamento seguro em enfermarias gerais ou unidades de observação. Conclui-se que a insulina subcutânea representa uma alternativa terapêutica viável e segura para pacientes selecionados, otimizando a alocação de recursos institucionais.