O ensino superior constitui uma etapa marcada por transições, pressão académica, reorganização de rotinas e exigências de adaptação, frequentemente associadas à necessidade de promover o bem-estar e a saúde mental dos estudantes. Este capítulo teve como objetivo analisar a avaliação de sessões de meditação realizadas em contexto académico, considerando o impacto percebido no bem-estar e no relaxamento. Desenvolveu-se um estudo descritivo, transversal, de natureza aplicada, com abordagem quantitativa predominante, complementada por análise qualitativa de respostas abertas. Foram analisadas 189 respostas de estudantes do ensino superior, recolhidas entre março de 2025 e março de 2026, através de questionário pós-sessão. Os resultados evidenciaram elevada aceitabilidade da intervenção: 97,9% dos participantes avaliaram a experiência como excelente ou boa, 93,7% reconheceram o seu contributo para o bem-estar e relaxamento e 92,6% recomendariam a sessão a colegas. A análise das respostas abertas destacou a valorização da pausa consciente, do relaxamento, da gestão da ansiedade e do stress, bem como do reforço da concentração, do foco e do autocuidado. Conclui-se que a meditação apresenta potencial como recurso complementar, acessível e integrável em programas institucionais de promoção da saúde mental no ensino superior, desde que implementada de forma ética, contextualizada e acompanhada por processos contínuos de avaliação.