A tomada de decisão em enfermagem é um processo complexo e incerto, no qual a interpretação da informação e o julgamento clínico podem ser influenciados por preconceitos, comprometendo a qualidade e a segurança dos cuidados. Neste enquadramento, as instituições de ensino superior desempenham um papel determinante na capacitação dos estudantes de enfermagem preparando-os para responder à crescente complexidade dos contextos de saúde. Este estudo teve como objetivo identificar os tipos de preconceitos abordados e as estratégias pedagógicas utilizadas no Curso de Licenciatura em Enfermagem, bem como conhecer a opinião dos docentes sobre a sua integração curricular. Realizou-se um estudo qualitativo, exploratório e descritivo, com amostra intencional de oito docentes regentes. Os dados foram recolhidos por entrevistas semidirigidas e analisados segundo Bardin, com apoio do webQDA®. Da análise emergiram três dimensões: tipologia de preconceito, estratégias pedagógicas e integração curricular. Os docentes identificaram preconceitos cognitivos e implícitos e valorizaram estratégias ativas, como discussão, reflexão, simulação, role play, análise de situações reais ou simuladas e envolvimento dos orientadores clínicos. Esta investigação reforça que o ensino do preconceito deve ser transversal, longitudinal e articulado com a prática, contribuindo para decisões clínicas mais conscientes, éticas, seguras e centradas na pessoa.