A resistência antimicrobiana em Klebsiella pneumoniae é uma das principais barreiras terapêuticas no tratamento de infecções hospitalares. Nesse contexto, moléculas de origem natural têm atraído interesse como moduladores da atividade antibiótica. O isoeugenol, um derivado fenólico estruturalmente associado ao eugenol, exibe propriedades antimicrobianas e capacidade de interagir com membranas lipídicas, embora seus efeitos sobre Gram-negativas ainda sejam pouco definidos. O potencial modulador do isoeugenol foi avaliado pelo método de microdiluição em caldo, comparando-se as CIMs dos antibióticos gentamicina, norfloxacino, ceftazidima e polimixina B isolados e combinados ao terpeno. As análises foram conduzidas em microplacas de 96 poços com incubação padronizada e suspensão bacteriana ajustada à escala 0,5 de McFarland. O isoeugenol apresentou modulação intermediária da ação antibiótica. Os resultados mostraram redução da CIM de ceftazidima e discreta alteração para norfloxacino, enquanto gentamicina e polimixina B permaneceram inalteradas. Esses achados indicam que o isoeugenol exerce interação moderada com a membrana externa da bactéria, porém sem atingir o mesmo impacto observado para outros terpenos mais lipofílicos ou estruturalmente adaptados para atravessar o LPS. Embora apresente atividade moduladora limitada, o isoeugenol demonstrou capacidade de reduzir a CIM de ceftazidima, sugerindo algum nível de interação com mecanismos de permeabilidade ou estabilidade da membrana. Apesar do efeito modesto, o composto permanece relevante como base para futuras otimizações estruturais ou formulações que potencializem sua ação contra bactérias Gram-negativas.