O estresse térmico configura-se como um dos principais entraves climáticos para a suinocultura contemporânea, afetando drasticamente o bem-estar e a viabilidade econômica do setor. Este estudo objetivou realizar uma revisão sistemática da literatura sobre as respostas biológicas e fisiológicas desencadeadas pelas altas temperaturas e seus impactos diretos no desempenho zootécnico da cadeia produtiva suína, realizando uma busca exaustiva nas bases de dados SciELO, Scopus e PubMed por artigos publicados nos últimos cinco anos. A discussão entre os autores selecionados evidencia que características anatômicas inerentes à espécie, como a ausência de glândulas sudoríparas funcionais, somadas ao intenso melhoramento genético voltado para deposição de carne magra, limitam severamente a capacidade de dissipação de calor latente. Consequentemente, o animal é forçado a desviar sua energia metabólica para a manutenção da homeostase através de respostas cardiovasculares e respiratórias, como a vasodilatação periférica e o aumento da frequência respiratória (ofegação). Sob o ponto de vista endócrino, essa cascata adaptativa eleva os níveis de cortisol e reduz a atividade metabólica. Conclui-se que o estresse térmico provoca uma redução voluntária no consumo de ração para mitigar o incremento calórico da digestão, o que deteriora a conversão alimentar, reduz o ganho de peso diário e estende o período de alojamento, gerando prejuízos econômicos e perdas produtivas expressivas para a suinocultura global.