O avanço da suinocultura intensiva impõe desafios substanciais no controle da ambiência, especialmente frente aos impactos deletérios do estresse térmico em sistemas de confinamento. Tradicionalmente, o controle climático prioriza o resfriamento de todo o volume de ar das instalações, uma abordagem que apresenta alto custo energético e ineficiência frente às necessidades individuais. Este estudo objetivou realizar uma revisão sistemática da literatura nas bases SciELO, Scopus e PubMed, , focando na transição tecnológica para sistemas de resfriamento localizado e no uso da Zootecnia de Precisão (PLF) para monitoramento contínuo. A discussão integrada entre os autores selecionados evidencia que tecnologias de alívio térmico direcionado dependem fortemente da interação etológica do animal. Assim, ferramentas não invasivas como a identificação por radiofrequência (RFID) e a visão computacional tornam-se indispensáveis para quantificar a taxa de acesso, o consumo hídrico e a temperatura de superfície sem alterar a dinâmica social da baia. Conclui-se que a adoção da Suinocultura 5.0, guiada por algoritmos de inteligência artificial, converte avaliações comportamentais subjetivas em dados matemáticos precisos, permitindo que a ambiência atenda às demandas biológicas de maneira individualizada, sustentável e eficiente.